sábado, outubro 21, 2006

Despenalização do aborto... referendo para quê?


A pergunta que o Parlamento aprovou quinta-feira com vista a um novo referendo é :
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".
A última decisão de convocar uma consulta popular caberá agora ao Presidente da República, Cavaco Silva, que, na campanha eleitoral para Belém, adiantou que, como "posição de princípio", daria seguimento a qualquer pedido de convocação de referendo aprovado pela Assembleia da República.

São sobejamente conhecidas as várias posições parlamentares sobre a questão já anteriormente referendada e sempre recusada.
É clara, e por demais reconhecida, a religiosidade ancestral e anquilosada do nosso povo eivado de uma fé Católica doentia e alimentada por séculos de medos e ameaças, sequelas de uma Inquisição abominável. Há um subconsciente nacional impregnado de misticismos e espiritualidade doentia, no que concerne a essa feroz catolicidade.
Ninguém terá dúvidas que o aborto é sempre um acto abominável e censurável, onde quer que se esteja, e seja qual for a fase evolutiva da gestação.Todos conhecemos o princípio elementar ético e filosófico de que só quem dá a vida tem o direito de a tirar. É óbvio e linear, não sendo necessário ter demasiados conhecimentos para o saber.
Mediante os media ninguém, hoje, porá em causa as mortes "ad libitum" e sem qualquer pudor que se provocam em nome da defesa das democracias e fim do terrorismo mundial. Só não se apodam de "aborto" porque os que são mortos já não se encontram "in-utero", apesar de muitas grávidas serem vítimas das guerras em nome de tudo e de nada.
Porventura todos os que condenam o "aborto" considerarão relevantes estas perdas de seres humanos, na sua maioria já nascidos e crescidos? Tal facto não será tão "chaga" quanto o aborto?
Ou dar-se-á o caso que para estes casos a moralidade é peneirada e nunca vista à luz da deontologia e da ética universais?
Se afirmativo, todos os que cometeram genocídios, mortes nas guerras (Iraque, Vietname, Darfur, Angola, Guiné, etc., etc...), e assassinatos por motivos não belicosos, etc., serão, ignominiosamente, dignos de um nome igual ao dos que provocam o "aborto". Destruir uma vida é sempre praticar um crime, independentemente da idade da pessoa destruída e do País em que o acto é praticado. Acima de tudo convirá frisar que tão criminoso é quem mata, como quem manda matar.
Que dignidade terá Bush, quando "mata", sem que haja "referendo" internacional para tal facto, e até desrespeita as resoluções da ONU? E quem diz Bush, diz toda essa plêiade de "assassinos" que muitos apoiam, e aos quais se concede dúbio aval para a carnificina.
Que credibilidade e autoridade teremos para usar e defender dois pesos e duas medidas. Tão crime é aborto "in-utero" como mortandade criminosa "ex-utero", ou seja, em guerras e assassinatos por questões económicas e de imposição de governos e comportamentos sociais.

Finalizando só gostaria de deixar aberta uma simples questão:
Será que a consciência de uma mulher que aborta (seja qual for o motivo) ficará mais pesada que a de um estadista que manda "matar" os seus filhos da Pátria (soldados) e os seus adversários ou inimigos políticos?
É bom que se pondere a questão de forma estandardizada e padronizada, sem subterfúgios e sem apoio em teses de catolicismo doentio e balofo.
"A Deus o que é de Deus, a César o que é de César", Jesus "dixit".

terça-feira, setembro 19, 2006

Furacões ... consequências do Homem

Não é em qualquer altura e quando se quer que se vislumbram furacões. Eles andam hoje por aí. O "Gordon" numa bolina de 170Km/h e com vagalhões de 12m, vai lançar-se sobre os Açores. Oxalá os efeitos colaterais não sejam demasiado nefastos. Razão para se dizer que as ilhas têm bons lombos, mas seus habitantes são peninhas perante tamanho furor.
Já o mesmo não se poderá concluir das recentes ventanias que sopraram do Vaticano e se transformaram num verdadeiro furacão, sem quilometragem de movimentação, mas com inavaliável altura das vagas. Mais uma vez a malandragem fundamentalista interpretou à sua maneira e descontextualizou as palavras proferidas pelo Papa BentoXVI... apenas vêem maldade onde lhes convém e provam mais uma vez não saber interpretar a verdade do seu santo livro, o Corão. Interpretar é mesmo a palavra certa como todos sabemos, e não me parece que os ocidentais tenham feito uma guerra devido a más interpretações da Bíblia pelos islamitas. Isto, em parte mostra o que é o fanatismo e fundamentalismo religioso, e vem mais uma vez provar que jamais se misture política com religião. Todavia é neste ponto que reside grande parte do problema dos políticos... misturam Deus e deuses com a temporalidade humana.
Todos sabemos que nenhum evangelho bíblico, ou livros do Antigo Testamento incitam os homens à violência, todavia os homens são violentos, praticaram e praticam a violência mesmo em nome de Deus. Mas porquê? Porventura pensarão que o "seu" é que é o verdadeiro Deus e o dos outros uma fraude? Enganos... nisto de divindades já meu pai, um quase-ateu, me dizia que era uma questão de crenças e medo do além-morte, do que se passa para lá da vida terrena. Cada um come do que gosta e /ou lhe ensinaram a "gostar" e respeitar. Foi o medo, o verdadeiro medo que criou a caterva de profetas e divindades que pululam Universo fora. Deus é apenas uma energia impalpável que rege a Harmonia Universal, e tudo aquilo que por Deus se quer fazer passar, não passará de mera fraude... a respeitar, todavia, por todo o ser racional e pacífico.
Mas pacifismos não há... apenas sede de poder e consequentes litígios pela posse desse poder. Consequências? A verdadeira autodestruição do Homem pelo Homem, desde a rivalidade directa à destruição da Natureza que se degrada e na sua destruição nos vai também destruindo. Só não vê quem não quer!

terça-feira, agosto 15, 2006

De Bush ao submundo terrorista islâmico... e outros

Bush e os seus apaniguados destruíram o Iraque, com os efeitos colaterais exuberantes, duma actual organização terrorista, plena de tentáculos, que ganha adeptos a cada dia que o Ocidente cuspa no Islão. Ninguém, com amor próprio gosta de escarros no rosto e o rosto de um povo é o seu país. Nós que o digamos, tal é o nosso frenesi mesmo na hora do futebol, com bandeiras e símbolos disseminados por tudo que é visível e público.
Cada bala e cada bomba que os americanos usaram e usam no Iraque serve de berço a dois ou mais terroristas islâmicos que já não suportam a doentia cruzada de Bush e companhia. Para eles a morte não significa o fim, mas a libertação de muitos e um fim sem significado racional. Quase um contrasenso, um apelo à violência que sofrem e transformam em maior violência para terceiros, sem piedade ou rigor legal e religioso, mas sempre em nome de um Deus que não respeitam, já que não cumprem seus preceitos. Mas acham que cumprem, baseados na deturpação dos fundamentos essenciais e doutrina base, quais fundamentalistas que são, mais papistas que o papa.
Bush até parece que não sabia a estirpe de "anibestas" que iria enfrentar, criando uma espiral sem retorno, com destruição desnecessária de muitos lares e vidas americanas e pró-americanas, além das vítimas violadas e violentadas em seu próprio terreno. Não venham os seus apaniguados com discursos ocidentalizados e filosofias de algibeira, inúteis e nada pragmáticas. O sangue sempre gerou mais sangue, por muitas sangrias que se processem. É fisiológico e aplicável no quotidiano, senão vejamos agora a pouca vergonha que sucede no Líbano. Apenas se verificou uma associação de judeus, eternamente perseguidos, aos desígnios dos, e sempre dos, americanos. Estes sempre estão com a mão no gatilho para destruir outros povos que caiam no seu desagrado, ou que impeçam os seus amigos de evoluir e reinar "à americana". Princípios defensáveis por meio mundo, mas cada vez mais detestado por outro meio mundo que busca a PAZ a qualquer preço. Só que a indústria do armamentário necessita dar vazão ao seu produto, cada vez mais sofisticado e letal. Coitadas das cobaias para tal material bélico, e agora até parece que as vítimas são sempre as mesmas e que lutam de fisgas contra balas... tal facto enaltece os violadores e "heróis" da diferença.
Já viram a razão que assistiu à invasão do sul do Líbano, contra um Hezbollah infelizmente melhor armado, o que veio prolongar sofrimento e dor dos menos poderosos ? O rapto de dois soldados israelitas e a morte de mais oito, se não estou errado. Claro que dirão que não foi apenas este o móbil de tamanha destruição, mas eu só acredito no que vejo e analiso, sem influências de ocidentalismos ou fundamentalismos abjectos, já que ambas as partes têm imensa culpa no cartório. O que me repugnou foi a diferença e excesso de violência contra inocentes que até procuravam abrigo e apoio. Os efeitos colaterais sempre foram desculpas rotas e ignominiosas de políticos prepotentes e depravados que jamais respeitarão as resoluções da ONU, resoluções que todos desrespeitam porque colocam os seus interesse acima dos valores da Humanidade. A ONU tem e terá sempre muito pouca força perante o poderio americano-judeu, e a história correrá sempre a favor dos poderosos que todos sabemos quem são. Até um dia, em que o mundo, pelas mãos dos poderosos, se irá autodestruir colado à ambição dum "anticristo" qualquer.
Breve começará politicamente a lenta destruição dos países sul-americanos com governos de esquerda... a doença de Fidel é o primeiro sinal, e a amizade de Chavez complementa os desejos destruidores dos poderosos do mundo actual. Esperemos, e pouco, para ver...

segunda-feira, julho 17, 2006

Acabou o Mundial... mas a política mexe

Embora sem o boneco dourado que voou para as flores do Lácio, não deveremos esquecer que mais dois países latinos, para além da isolada e antiga Germânia, se posicionaram em lugares cimeiros. Não obtivemos medalhas nem lugar na "torre de marfim" mas fomos dos mais felizes, sim, mais felizes, pois artistas todos foram. Todavia floresceu e cresceu o nosso orgulho nacional, malgrado tamanha pequenez territorial. Afinal até somos um povo disseminado mundo fora e assim sendo a nossa pequenez fica disfarçada com tamanha diluição, neste planeta cada vez mais globalizado.

Basta de bola... mas bolas!, então os nossos artistas não teriam direito à tal isençãozita, permita-se o diminutivo, nos cinquenta mil euros de prémio?!... Disse bem, PRÉMIO, apesar de tudo cheirar a gratuitidade e até gratidão dum povo, bom pagador, que na sua generalidade jamais ganhará esse valor em quatro anos, enquanto alguns desses artistas daqui a outros quatro anos poderão repetir ou ultrapassar essa quantia.
Acho muito bem que não fiquem isentos do IRS desse chorudo prémio, porque eu, como médico na minha arte de salvação, ressuscitação e cura de muitos doentes nunca recebi, nem ninguém recebeu noutras lides mais ou menos artísticas, e causas humanitárias, sem fins de lazer e/ou espectáculo.
Gosto muito da bola, admiro a arte futebolística dos bons e exímios artistas, mas por amor de Deus, se assim podemos falar, que mais faz um jogador pela sua Pátria que um simples mas bom profissional doutras artes, quiçá mais cansativas e desgastantes? Não enaltecerão, também eles, a sua PÁTRIA, mundo fora, e já não falo por mim nem pelos meus pares que num ápice temos que salvar uma vida numa emergência. Mas todos, repito TODOS os bons operários deste pequeno e miserável país, com défice crescente e economia delapidada, seriam dignos de prémios chorudos que jamais receberão. O país não se poderá dar ao luxo de apenas proteger os grandes e os “bons ganhantes” de dinheiro, sejam eles quem forem. Creio bem que os jogadores da selecção e todos os seus admiradores saberão compreender este facto e até se tornarão mais heróis e patriotas se contribuírem para os cofres do país onde cada vez é mais difícil sobreviver.

Não queria, nesta altura, deixar de aludir aos senhores da guerra que recomeçaram as diatribes e institucionalizaram a violência no já tão penalizado Médio-Oriente. O excessivo orgulho sionista jamais conseguirá pacificar uma vasta zona que se encontra envolta numa trama de religiosidade islâmica fundamentalista. Sem preconceitos bilaterais, uns abusam do excessivo potencial bélico, não olhando a meios nem respeitando os já tão sacrificados e miseráveis habitantes daquela vasta área, e outros teimam em fazer a imposição da sua doentia e deturpada religiosidade, como se deuses houvesse que proclamassem a destruição do Homem. A loucura impera no solo outrora pisado por profetas de ambos, mas a que nenhum deles concede ouvidos nem presta a devida veneração. É a loucura institucionalizada, e já nem Israel ou os Estados Unidos respeitam qualquer proposta da ONU, quanto mais os terroristas islâmicos que vêem naqueles um exemplo de desobediência internacional. Não antevejo, nesta fase de recrudescimento da violência, um final feliz e capaz de permitir convivência entre aqueles povos, pois as acendalhas foram ateadas com a invasão do Iraque e serão perpetuadas por ódios milenares que tresandam a “
Cruzadas” e “Jihad Islâmica”.

terça-feira, julho 04, 2006

Ainda falando de futebol...ora bolas!

Pequenos e com o ventre tangencial à orla atlântica, os lusitanos, talvez de tanta água meterem no seu quotidiano, acabaram por afogar a inépcia dos ingleses.
Foi um autêntico "smog" que barrou a visão dos anglo-rematadores, deixando o tão contestado Ricardo (que pensará agora Pinto da Costa? e Baía?) com limpidez de olhar e sentido de orientação mais liberto e intuitivo. Não foram as mãos de Deus nem o manto da Senhora do Caravaggio que seguraram a impetuosidade dos "mísseis", mas até algo de divinal poderia ter "besuntado" as luvas do guarda-redes...se tamanha "besteira" se poderá desbocar.
O facto é que a "arraia-miúda", que encosta o ventre ao Atlântico, fez escorregar nas lodosas verduras dos relvados a altivez e sobranceria de muita gente de pouca fé e muita outra de grandiosas esperanças. Fatalidades sopradas por "velhos do Restelo", e vogando nas eólicas emanações das lusitanas praias ocidentais. Não só fatalidades, mesmo que do destino falemos, pois a desgraça alheia deixou-nos com o ventre recostado às euforias da "lusitaniedade", malgrado a agressividade e aleivosia "hooliganesca".
Que ventos soprarão hoje e amanhã, enquanto preces e promessas, figas e macumbas se forem libertando de milhares de desejos auspiciosos? Que nossa Senhora do Caravaggio inspire o Felipão, mas mais ainda proteja e ajude os seus pupilos.
Agora e sempre FORÇA PORTUGAL

domingo, junho 25, 2006

Para variar...falar de futebol

Foi aparentemente fácil para a nossa equipe, no Mundial, ultrapassar os rivais que já foram todos passear para os seus respectivos territórios. Ontem foi a vez do México, que só ao fim de muita luta foi afastado pela Argentina, também ela hispano-americana. Será que hoje, Portugal também vai fazer malas e abalar rumo ao seu território, como os seus anteriores rivais?
Sinceramente eu não gostaria muito, tal como os próprios jogadores, e porventura a maioria dos portugueses. No entanto se a a tal forem obrigados, com ou sem mérito, paciência...e siga a vida!
Temos um belíssimo plantel, quiçá superior ao "laranja", quer em experiência quer em talentos individuais e colectivos, mas existe um factor relevante nestas contendas chamado SORTE. E a sorte nem sempre protegeu os melhores, mas, muito mais, os audazes. Será que os nossos vão ser audaciosos quanto baste para ultrapassarem o desafio? Todos esperamos que sim.
Sou apenas um "treinador de bancada", como muitos outros, mas creio que a rapidez na saída para os ataques, vulneráveis para o adversário, deverá ser maior que a habitual nos nossos rapazes. Por vezes adormecem e mastigam a bola no meio-campo, com fraca progressão, e muitas vezes brincando com atrevidos e perigosos atrasos. A defensiva tem que ser atenta...muito atenta, pois aparecem por vezes situações de desperdício da parte dos atacantes adversários que são o nosso contentamento, perante tanta displicência da nossa parte. É um autêntico "Ai Jesus!" que nos arrepia a espinha e nos leva a vomitar impropérios de desepero.
No ataque há que mastigar menos o jogo, driblar um pouco menos com esforços desnecessários e prolongados, de forma a lançar o "míssil" o mais cedo e inesperadamente possível. Só assim poderemos gritar a palavra GOLO (dos nossos!) até que a "garganta nos doa" e os corações palpitem e fervilhem de prazer e loucura.

FORÇA PORTUGAL

terça-feira, junho 20, 2006

As Reformas da Dona Lurdes Rosa Desbotado (1ªparte)

A Dona Lurdes era uma senhora bem relacionada nas políticas rosas e, quando menos contava, deram-lhe um Ministério, de mão beijada. Como tinha um amor de perdição pela docência, para a qual não tinha jeito nenhum, lembrou-se de aceitar a oferta, para se vingar nos que para isso tinham jeito, mas por tal não se perdiam de amores.
Ai tendes jeito para a coisa, então preparai-vos para a vingancinha desta " Malvina Cruela" das Reais Ensinanças, que desde tempos quase infantis pretende esvaziar a bílis sobre aqueles que simbolizam os seus recalcamentos da Escola Primária...e por aí adiante.
Instalada na sua ebúrnea cátedra, lança-se num desenfreado périplo sobre as suas vítimas. E porque não?... tantos reformistas houve que mais um, neste sector de recicladas e babélicas mudanças, nem seria móbil de reparo. E porque não tomar medidas cujo populismo caísse no goto dos Pais e suas Associações? Assim seria mais fácil, o alarido das vítimas seria abafado pelo dos Pais e quejandos... era bem feito! Seria um laudatório paternalista!
Porquê misturar Ensino com Educação, se nós até "já nascemos ensinados" e precisamos é de Educação! (Onde é que eu já ouvi este "slogan"?). Bem visto, os professores que eduquem os filhos dos outros que, coitados, não têm tempo enquanto trabalham e fazem outras coisas. Não precisam ensiná-los. À noite, em casa, os Pais ligam-lhes o computador, a TV, a Playstation, etc, e tal é uma forma de serem ensinados...para quê perder tempo de Ensino nas aulas? Deixar as "crianças" viver em plena gozação a vida familiar, brincando, telefonando, jogando, APRENDENDO as Reais Ensinanças, porque na Escola os docentes estariam para, obrigatoriamente, os EDUCAR.
Afinal aquela gajaria que os educava até ganhava bem de mais para as poucas horas que ensinava e nenhuma que educava... tanto dinheiro...tão poucas horas de trabalho lectivo...tanta baixa médica... tanto tempo de férias...tanto artigo "cento e não sei quantos"... e tão jovens no atingimento da reforma (até parecem políticos)!Eram uns privilegiados!
A Dona Lurdes, vendo só a face que lhe interessava nesta batalha, esqueceu-se das outras faces e, vai daí, começa a sua REFORMA, nem sequer se dando à baixeza de discutir o assunto com os docentes e seus representantes. "Quero, posso, mando". Este seria o seu lema, copiado de hitlerianos e ortodoxos compêndios. Os Pais ajudariam, pelo que até teriam um bónus: participar na avaliação daqueles malandrotes que serviriam de amas-secas aos seus rebentos.
Conviria não falar que aqueles patifes pertenciam à única classe laboral que era fiscalizada regularmente de 45 em 45 minutos, que anualmente teriam que concorrer para arranjar um local aleatório de trabalho, pois isso poder-lhes-ia conceder algumas atenuantes...mas afinal também não são deputados, nem médicos, nem juízes!
As crianças deveriam estar cedo na Escola e ser vigiadas com a maior regularidade possível...para tal, os professores tinham que "andar por aí", nos átrios escolares, desempenhando papel de amas-secas, logo deveriam ser controlados. Talvez até fosse oportuno colocar-lhes um "chip", como "carrapatas, atrás das orelhas"...seriam melhor controlados.
Além de mais, há para aí muito professor sem qualidade, com cursos obsoletos e sem licenciaturas ou bacharelato, que não percebe nada do que é o Ensino, por isso, há que BANIR a palavra ENSINO da Reforma da Dona Lurdes.
Ensinados terão que ser os docentes, portanto há que os preparar para serem bons educadores, e terão que lutar pela subida na carreira à custa de muito serem espremidos por colegas, amigo e inimigos...a luta deverá ser sangrenta entre eles, transformar cada professor em inimigo doutro professor! Quereis ser TITULARES, merecei o título! Mas lembrai-vos que nem todos podeis ser dignos da titulação... só quem for amigo do amigo, tiver cartão colorido e, vá lá, baixar as calças e lamber as botas do gestor!
Se os tempos intercalares de progressão são lentos, já sabeis: é necessário manter-vos com ordenados baixos muito tempo, tereis de reformar-vos sem atingir o topo, deveis ajudar a Dona Lurdes nas poupanças nacionais.
Ah!, lembrai-vos que não podeis ficar doentes, ou então tereis que adivinhar que ides mesmo estar doentes, para avisares com antecedência! Nada de casamentos, de gozo de licenças de parto, de nojo, etc., pois podeis passar ao excedentarismo... cautela com a mobilidade. Não se mexam demasiado, podem exorbitar da cena de trabalho, e quem sai de cena passa aos excedentes.
Mas a saga da Dona Lurdes ainda mal começou e já anda esta gajaria a fazer greves! São uns indecentes! E logo nos feriados, pensará Dona Lurdes! Porque é que não fizeram antes aos exames nacionais? Assim poderia fazer requisição civil...malandros, gozaram-na.
Bom, isto vai longo e afinal o espaço não se esgota, contrariamente ao tempo que esvoaça e foge, pelo que vou interromper aqui a primeira parte do grande sonho reformador de Pires de Lima...Oh, que estupidez, queria dizer da Dona Lurdes Rosa Desbotado.

domingo, maio 21, 2006

País estúpido...leis estúpidas...interesses mesquinhos

Vivemos num país estúpido, desde longa data regido por governos estúpidos, ou, pelo menos, eivados de uma estupidez voluntária ou não, cobarde ou não. Muita falta de coragem para grandes reformas, a doer mais aos grandes que aos pequenos.

Acho que até haverá alguns elementos governamentais não estupidamente estúpidos, mas interesseiramente estupidificados por razões óbvias que poderão passar pelo correctamente político, ou pela total ausência de coragem para as grandes mudanças, mesmo que estas provoquem um “atentado” social aos senhores do capital. Ainda não se terão apercebido que este país, alta e politicamente estupidificado, só tem avançado no sentido incorrecto, rumo à autodestruição e a um terceiro-mundismo anacrónico e fora das fronteiras do desejável.

Já não dispomos de dinheiros em quantidade suficiente para sustentabilidade da Segurança Social, pelo menos daqui a poucas dezenas de anos. E porquê?

Primeiramente porque somos um povo estúpido que gasta "à tripa forra" quando tem muito e até quando tem pouco dinheiro, mesmo tendo que se endividar e recorrer ao ancestral hábito do “prego”, já hoje em desuso, face a tantas ofertas de crédito mafioso e inconsciente. O consumismo da maioria não se compadece com a destruição dos valores pessoais e familiares, levando à destruição das pessoas, dos lares e ao comprometimento do futuro dos filhos...é um autêntico suicidário nacional para os ambiciosos e economicamente incapazes. Quanto aos ricos e protegidos pelos sucessivos e estúpidos sistemas de governação, esses não se compadecem com a miséria e necessidade de sobrevivência dos que nunca foram protegidos e muitas vezes até foram desprezados, esquecidos e vilipendiados...enfim políticas de favorecimento e compadrio que neste país se transformaram em sistema institucionalizado. Sim, porque o sistema de má gestão e distribuição de riqueza é a verdadeira causa do descalabro geral da nossa economia, pois onde há portugueses no estrangeiro, bem governados, estas vergonhas não sucedem, e temos como gratificante exemplo o do Luxemburgo. Convém verificar-se e analisar donde parte a má gestão, e não me venham dizer que os pobres não sabem é gerir a côdea que lhe pagam! Isso seria o ridículo da classe política e seus comparsas.

Lembram-se quando entravam em Portugal diariamente cerca de um milhão e duzentos mil euros? Era Primeiro-Ministro o actual senhor Presidente da República e o Dr. Mário Soares ocupava este último cargo? Pois é, meus caros amigos, vendo tanta “nota” à borla, decidiram, em conluio com os miseráveis deputados da Assembleia da República, aprovar legislação que lhes concedesse (só a políticos!...) as ignominiosas “subvenções de reforma” que seriam atribuídas logo que tivessem apenas oito anos de mandato, mesmo que este fosse péssimo, improdutivo e de múltiplas mordomias. Não interessava a idade, pois até os mais jovens usufruíram destas subvenções, que hoje serão milhares e para indivíduos em idade ainda produtiva, alguns anos abaixo dos agora exigidos 65 anos. Trabalharam (se é que de trabalho se trata aquilo que muitos fizeram) pouco tempo, produziram não se sabe o quê, fizeram descontos mais curtos e se pagaram esses descontos para as duplicações de tempo de serviço que não cumpriram, fizeram-no a preços mais baixos do que teriam que pagar naqueles anos futuros contabilizados e concedidos à borla (sem trabalho efectivo). Quem cumpriu mandato político de dez anos teve mais dez anos de contagem de tempo de serviço, mas descontou para esses futuros dez anos valores actuais, pois no futuro haveriam de pagar algo mais. Enfim, isto é um roubo aos cofres da Segurança Social, se ainda lhes adicionarmos as reformas de trabalho e até as funções actuais em mandatos políticos como deputados, membros de Governo, de autarquias, de empresas de Estado, etc. Basta ter o “tal cartão” ou ser amiguinho da “seita”, com ou sem provas evidentes de eficiência... preciso é não ter escrúpulos, repito, escrúpulos.

Vejam bem se pode haver sustentabilidade da Segurança Social no futuro, com tantos a comer “reformas” dobradas, triplicadas, quadruplicadas...etc., coisa que hoje, muitos da mesma idade e até mais velhos suam diariamente e pagam para comparticipar “super-reformas” a tantos parasitas. Mas a saga dos que ainda lá estão no "poleiro" vai passar por estes valores inflacionados, e, para muitos deles até já vieram, em Diário de República, publicados esses “direitos” adquiridos...é de rir! Só os que futuramente entrarem nas actividades políticas não terão tais subvenções ou duplicações de tempo de serviço, mas outras mordomias e “prendinhas” aparecerão...a ver vamos.
Este é um dos pontos onde critico a falta de coragem do Governo do Eng.º Sócrates, pois ao povo e à maioria dos funcionários públicos (com prejuízo dos que menos ganham) acabou por abolir alguns direitos adquiridos, menos caros que os dos políticos militantes.

Sabem, sou mais um dos que acreditam que para tanta ineficácia governativa bastava menos gente na política...e de boa qualidade, mesmo que melhor paga, mas que melhorasse a vida dos portugueses. O povo está a ficar farto de se sentir explorado e rumar em direcção à cauda da Europa...

E uma vez que falamos de perdas de direitos adquiridos, porque razão trabalhadores já reformados com idade pouco acima dos 50 anos e muito abaixo dos 65 anos não são obrigados a retomar os seus lugares, já que não foram reformados por incapacidade? É que há uma grande maioria dentro do seu escalão etário, também funcionários como eles que tiveram a “infelicidade” de não terem direito (entenda-se lá porquê) à tal “reforminha” antecipada, e muitos até para serem reformados usaram de uma manha legal e quase desconhecida da maioria dos colegas trabalhadores: compraram tempo de serviço! Veja-se o ridículo dum País estupidificado por políticos estúpidos...compra de anos de serviço virtual! E a que preço?...Às tantas por tuta e meia. Será que houve disto noutros países europeus?...

E já que falamos de reformas porque razão os reformados, que obviamente não são funcionários no activo, recebem subsídio de férias, vulgo 14º mês? Não sou globalmente contra, pois acho que os que recebem baixas reformas (pelo menos iguais ou inferiores a 400 euros (no contexto actual), deveriam ter esse bónus, acoplado ou não ao 13º mês, mas acima de tudo que lhe retirassem o nome de "subsídio de férias". É nome insensato e quiçá ridículo...férias têm-nas todos os dias e alguns ainda não as mereciam!

Nesta linha de pensamento gostaria de saber que rombo nos fundos da sustentabilidade da Segurança Social provoca o somatório de todas essas reformas elevadas que mais acima descrevi? Tantos indivíduos, em fase produtiva, que auferem 14 meses de ordenado gordinho, quando o ano somente tem 12 meses. Basta ver o site da Caixa Geral de Aposentações (www.cga.pt) e lá se vêem, nos últimos tempos, centenas e centenas de novas reformas que vão dos >2500 a cerca de 5000 euros. Se forem verificar as idades das reformas correlacionadas com estes valores, irão verificar que a maioria dos beneficiados terão menos de 65 anos.

Claro que quem trabalhou e descontou tem pleno direito à sua reforma, indiscutivelmente, mas aqui estou a censurar aqueles que se aproveitaram de benesses dum sistema de segurança social estereotipado, elaborado por políticos estúpidos e oportunistas, que entendem que só alguns devam perder direitos adquiridos. Defendo que quem já usufrui desses direitos os deverá também ver reduzidos, atendendo à sua idade, caso contrário continuamos a ser um País indecente, sem qualquer ética ou princípios de conduta social uniformizada. Ou isto é que é a tal Democracia que tanto apregoam? Reformas do sistema sim...são bem vindas e pecaram por tardias, mas convém haver maior aquidade e justiça no que se está a processar. Existe uma coisa chamada faseamento...e todos deverão usufruir, a menos que estejam doentes, dos mesmos direitos, adquiridos por boas ou más leis.

Não me importo que me chamem nomes feios, mas aos burros deve-se tratá-los pelo seu verdadeiro nome e aos gatunos e oportunistas por favor não lhes adocem o nome...sejam realistas, pois besta há-de ser sempre besta, por muito que seja educada e amestrada.

terça-feira, abril 18, 2006

A moral e o mural, versus 107 deputados

Há moral e mural. A primeira, feminina, é um valor a respeitar, a segunda, masculina é um choque a evitar.
A recente maldade feita na Assembleia da República por vários chicos-espertos, nossos pseudo-representantes, levaram a falta de quorum para algumas votações. Virtualmente lá estiveram, pois assinaram, mas na realidade houve cento e sete (107), que pertencem ao grupo dos que se espetaram no mural da imoralidade. Enfim, creio que até será, para alguns, compreensível o cansaço de tanto falar, ouvir e levantar os braços, pois a teatralidade é coisa de poucas horas, e moralmente será tarefa de actores profissionais e noutros palcos que não a A. R.
Bem vistas as coisas, nesse dia de tempo da Ressurreição, pairava no ar um suave aroma a férias apetecidas, mas muitas vezes imerecidas. Eram já tantos os portugueses lançados por essas autoestradas, rumo a dias de descanso, que não seria nada inoportuno, mesmo sem os deveres cumpridos, os deputados desta riquíssima e opulenta Nação, ainda que só restasse uma minoria de castigo no hemiciclo (às tantas mereciam-no...), zarparem mundo fora para as tão merecidas e "fidalgas" férias de Páscoa. É claro que nem todos foram mundo fora, mas de cento e sete, quantos cá terão ficado e em que paraísos, mesmo cá, se deleitaram? Responda quem souber... mas, o primeiro dentre vós, críticos, que não tenha já cometido igual pecado, lance a primeira farpa. Temos que pensar bem, pois há moral e o mural em que muitos se espetam... Aliás, nisto de moralidade, com ou sem sentido de estado, os que mais farpas lançam são, muitas vezes os que mais chocam no mural.
Continuo a dizer que embora poucas vezes me pronuncie, e pouco valor as minhas mensagens tenham, eu sou o verdadeiro S. Francisco dos Deputados: não sou remunerado, não preciso levantar a mão, nem gritar, não falto à chamada nem assino virtualmente o ponto (menos pelo punho dos colegas imitadores de assinaturas...havê-los-á?..), além de que não avilto a moral, nem abalo o mural! Mas não sou um verdadeiro santo...porque não sou político carreirista.

terça-feira, março 14, 2006

OPAS...e um ano de Governo


Hoje apetece-me divagar um pouco sobre as mais recentes peripécias decorridas por aí.
Aqui, neste rectângulo de gente patriota todos esperam que as OPAS sejam o mais possível de abrangência nacional. Belmiro é bem visto, tal como o Grupo Millenium BCP, cada um na sua proveitosa e possível oferta.
Duvido contudo destes patrioteiros que vivem de interesses económicos e financeiros que os enriqueçam ainda mais, e creio até que venderiam a alma a Belzebu se tal lhes fosse também proveitoso.
Não esquecer que houve, ainda há bem pouco tempo, um desses “fidalgos”, que ameaçou o Governo de deslocalizar para o estrangeiro todo o seu “rico negócio” se não existissem determinadas e favoráveis contrapartidas... sem dúvida um longo e dedicado amor ao seu rincão! Grande patriotismo!
Isto das OPAS, é giro, e até me traz à memória o tempo em que vestindo opas verdadeiras para acompanhar funerais e cerimónias religiosas, quando era um fedelho, me induz pensamentos cerimoniais e de morte de empresas públicas que poderiam ser de grande interesse económico para o País, se fossem bem e “desinteresseiramente” dirigidas (até pelos mesmos gestores, ligados aos partidos preferenciais). Continua-se a aceitar ofertas desajustadas, de grupos económicos que cresceram vertiginosamente à custa de “fundos perdidos”, dados de mão beijada, por políticos hoje na ribalta, e assiste-se impavidamente à destruição da riqueza que é de todos nós e que tenderá, assim, a ser distribuída pelos menos necessitados e até exploradores dos que mais labutam e constroem um tesouro nacional.
O Governo completou um ano, e tudo parece correr rumo ao desenvolvimento tecnológico e económico previsto, embora o tempo exija mais quatro anos que, em boa justiça, lhe caberá cumprir. A oposição, praticamente engalinhada (será da gripe das aves?), critica, berra, tresanda de enfado, mas... apenas por aí se fica, e nada aponta como rumo, não fosse a gente saber que lá estiveram a maior parte do tempo pós 25 de Abril, e nada, mesmo nada, fizeram, que se visse, em prol de um País em saque progressivo e gastos estouvados dos dinheiros próprios e vindos da UE... todos sabemos, mas esquecemos tal facto. O povo é algo masoquista e iliterato, mas não será BURRO. Só não vê quem não quer ver, todavia é bom que se retirem muitos entrolhos que por aí proliferam em belíssima gente, alguma julgada de maior fineza...
Uma coisa é certa: Sócrates teve os “ditos” in situ e acabou por cortar muitas mordomias, mas acho que não as que deveria, essencialmente à classe política, gestores impados e certos lobbies profissionais e económicos. Os grandiosos dispêndios e desperdícios de dinheiros públicos continuam a ser os da classe política e gestores, ninguém tem dúvidas. A maioria desse gastos deveria ser racionalizado e contido, pois não necessitamos, como País pequeno e pobre, de mostrar tanta opulência, que agrava o défice público. Os pobres dos funcionários públicos todos juntos gastam menos que os gestores e políticos que são uma pequena amostra populacional se comparados com os primeiros. Isto é que está mal, mal mal, senhor Engº Sócrates. Veja lá se abre os olhos e volta a mexer nos “ditos”. Espero que nos próximos quatro anos não se divirta a bater apenas nos mais desgraçados, pois a côdea que os nutre é demasiado pequena quando comparada com a enorme fatia de miolo suculento que os ricos, ostensivamente vão consumindo, com ar desafiador de quem quer, pode e manda. Todos comemos, vestimos e temos gostos que deveriam ser satisfeitos de igual forma... haja um sentimento de justiça e medidas ajustadas nesse sentido. Só assim, a riqueza poderá ser criada e repartida com equidade e maior justiça.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Vender a Pátria a retalho...salvação dos incompetentes

Ultimamente, como sói dizer-se, têm acontecido coisas do arco da velha, cá dentro e lá fora.

A eleição de Cavaco não molestou muito as mentes oposicionistas que até deixaram de badalar o facto e têm agora novos entretenimentos de maior relevo e não menor preocupação, como sejam os ecos cartunóides (cartoon like), mundo além, com posições basbaques, mundo aquém, e as novas intempéries económicas com privatização do nosso já parco património estatal que parece só dar lucros de milhões, nas mãos de gestores privados...coisa que não dá para entender muito bem, ou então sempre é fortemente verdade que os gestores públicos, “boys” dos sistemas partidários vigentes, não passam de verdadeiros incompetentes que apenas se governam, à fartazana, e prejudicam os interesses nacionais.
Se não prestam porque os nomeiam e assistem, impávidos, ao seu absurdo exercício de péssima gestão? Acaso haverá interesse que o País vá à ruína, e que os bens de todos nós sejam esbanjados estupidamente por aqueles a quem confiamos a governação? Se não conseguem governar, e, muito menos, gerir, obviamente demitam-se e dêem o leme a quem sabe gerar riqueza nacional, sem enriquecimento de grupelhos partidários e grupos económicos instalados. Basta de sanguessugas do erário público, e má gestão de governantes apenas interessados em riqueza pessoal e dos seus apaniguados seguidores e aduladores.

Será que as EDP, PT,TAP, BRISA, etc., só produzem lucros nas mãos de grupos privados? Se sim, expliquem porquê? Melhor gestão e menores gastos? Menos oportunistas a mamar da teta? Operários no activo mais produtivos, apesar de serem os mesmos que trabalham para o interesse público?
Acho que será um pouco de tudo. Se um Belmiro ou Jerónimo qualquer Coisa se tornarem principais proprietários de uma PT ou EDP, podemos ter a certeza que não terão automóveis e condutores privados para qualquer dirigente da empresa, também não concederão mordomias e alcavalas a torto e a direito, não alimentarão tantos “boys” como o governo partidarizado, e por aí fora. Em suma, vigiarão e controlarão o desperdício, evitarão o roubo descarado, pagarão conforme o arquétipo governamental, e apenas meia dúzia de gestores e administrativos bem pagos, chegarão para segurar devidamente o leme da empresa. Ora, nas empresas estatais o pessoal menor trabalha e produz para um infinidade de pseudo-gestores e adjuntos de adjunto, equipados com bons automóveis por conta, telecomunicações e cartões de crédito também por conta, pagos a peso de ouro e com futuro garantido a redobrar, e se despedidos bem “indemnizados” e “reintegrados”... uma loucura de desperdício e roubo ao Estado (que, sabe-se bem, somos todos nós, os que a seguir pagamos a factura da carestia e dos impostos “necessários”).

E se assim é, que fazer? Será que a privatização dos bens estatais vai resolver os problemas do endividamento público duma máquina estatal pesada, gastadora, esbanjadora e, acima de tudo, a criadora dessas dívidas, por má gestão dos bens de todos nós?
Talvez, por alguns tempos, mas não passará de um peixe dado a quem teria que pescar para suprir a fome futura. É necessária, isso sim, uma boa organização e gestão económica das empresas estatais, mas, acima de tudo, menos indivíduos “superiores” mal classificados e glutões, e muitos mais operários que sejam eficientes. Tudo isto sob uma batuta imperativa: fiscalização de gastos e gastadores, atitudes punitivas para esbanjadores e eficácia produtiva. Quanto às remunerações, muita justiça laboral, menor amplitude e discrepância do leque salarial inter-pares e apenas gratificar o mérito e eficácia.

Vamos continuar como dantes, tenho a certeza, e com as privatizações vamos é empobrecer o erário público, sofrer danos punitivos fiscais e enriquecer grupos económicos já bem instalados e visando monopólios descontrolados. Depois, a breve trecho, com este ou outro Governo, continuaremos a pagar défices criados pelo super despesismo da máquina governamental (a mais dispendiosa da função pública, face a tanta mordomia, ordenados altos e alcavalados, reformas chorudas...etc.), pela fraca produtividade nacional, face ao pobre investimento privado e até público (este deveria apostar mais e melhor nas empresas públicas criadoras de riqueza), por uma desorganização colectiva que até parece já paradigma de um povo acostumado a nada ter, na sua generalidade.

Concluindo, questionarei, como aquele garoto que interrogou o pai sobre quem pagaria aos governantes deste País, se um dia tudo o que fosse do Estado passasse para mãos privadas. E se essas mãos privadas fossem estrangeiras...de quem seria a nossa Pátria? Ou já não seria a “nossa Pátria”, mas a Quinta dos Estrangeiros e seus Vendilhões?
Vendam, vendam a privados que o verdadeiro País acabará morrendo na ocidental praia lusitana...às mãos gananciosas dos traidores duma Pátria moribunda.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

AFINAL A ESFINGE MANTÉM-SE NO PEDESTAL

Afinal, apesar de tanta retórica, tanta desilusão e muitas palavras esparsas, a Esfinge subiu ao poder. Com ou sem mérito, não interessa, pois foi uma maioria, embora tangencial, que a elegeu para tal pedestal. Goste-se ou não, teremos que a mirar e suportar durante cinco anos. Sinceramente até acredito, apesar de não vogar na sua onda, que possa desempenhar melhor papel que aquele que lhe vaticinam, pois a sua vivência de economista poderá servir para aconselhar um pouco a inexperiência, nesse sector, do Sr. Engenheiro. Aliás creio que se darão muito bem, pois outro interesse não haverá, apesar dos partidários do Professor não desejarem boa convivência inter pares.
Como se depreende, e concluíu, nem sempre as sondagens se enganam redondamente, pois tal vitória era vaticinada, havia muito tempo, apesar dos valores se terem progressivamente baixando, mas, como se viu, sem o efeito que muitos desejaríamos.
E agora, meus amigos? Nada de mal se passará, para além dos males de que o País sempre sofreu, por inabilidade dos nossos gestores políticos, que lá se vão revezando há cerca de 30 anos, sempre os mesmos, mais queda de cabelo, mais ou menos cãs e rugas. As latas são quase as mesmas daqueles idos de 75/76 e seguintes anos...todos bem sediados na vida, ricos à custa dos palermas que teimam reelegê-los, cada acto eleitoral que passe. Isto chama-se MASOQUISMO POPULAR. Mas, nós, os portugueses, sempre primamos pela continuidade da desgraça, desde que possamos fazer umas vénias e adular alguém que nos domina, calca e recalca!...Será ditosa ou inditosa sina? O futuro nos mostrará.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

a esfinge continua...ao sabor das pseudo-sondagens.

Por incrível que pareça, continuam a repicar as sondagens, com amostras aleatórias, quiçá encomendadas para tentar creditações erróneas, alcandorando a esfinge, de riso sintético e forçado, a um pedestal que me parece de vidro. Mais uma ventania dos seus adversários e lá teremos pedestal e esfinge escacados. Baterei palmas, com entusiasmo, para que os deuses não sejam igualados por falsa divindade, precocemente elevada aos altares políticos da Nação.
Sem misticismo hilariante e louco, não pretendemos um falso mito, eivado de arrogância ilimitada e catapultado por gente que esqueceu as pragas que a esfinge deixou esparsas naqueles dez anos de falsa estabilidade, mas de loucuras gastadoras em benefício dos seus aduladores e dos poderes instalados. Jamais deverão esquecer as fortunas diárias que a UE entregava, e eram dissipadas num doentio clientelismo de interesses anti-populares, se lhe subtraírmos apenas os cerca de 50% enterrados em betão nacional, para um lobby de empresários de construcção civil, num comprometedor sigilo e "concubinato" de autarcas oportunistas. Nunca esquecer que a esfinge participou, perante a existência de tanto dinheiro de fundos (mesmo perdidos!), na criação das duplicações de tempo de serviço dos políticos, já excessivamente mordomizados, e aprovação de subvenções de reforma (fora a reforma normal) exuberantes e outras benesses e mordomias de empresários e gestores (boys do sistema), mas hoje procura renegar tal acto esquecendo-se que tudo aprovou, para miséria actual dum país em decadência económica e social, e acolitado pelo seu mais velho adversário nesta nova tentativa de regresso ao Limbo Lusitano.
Que ninguém se esqueça, mas acima de tudo, que os autores e fazedores de desgraças, não nos caiam do céu, como pesado granizo para reduzir a cinzas o pouco que nos resta.
É hora de Portugal acordar e rejeitar os falsos Messias, já que longe vai o tempo dos esperançados no Velho do Restelo.
É certo que o referido velho especou-se, mirando o horizonte distante, ali bem perto do Palácio de Belém, mas nada de meter o seu simbolismo dentro do mesmo Palácio.
Acordem portugueses, pois a esfinge é mesmo um mito que tentam catapultar para um pedestal que não merece, e as sondagens continuam a fazer crer que a esfinge já lá está e por conseguinte não valerá a pena lutar contra a mesma...mas olhem que vale! Vamos todos tentar derrubar a esfinge para que não permaneça perto do cume do pedestal que sonha ocupar.