segunda-feira, julho 17, 2006

Acabou o Mundial... mas a política mexe

Embora sem o boneco dourado que voou para as flores do Lácio, não deveremos esquecer que mais dois países latinos, para além da isolada e antiga Germânia, se posicionaram em lugares cimeiros. Não obtivemos medalhas nem lugar na "torre de marfim" mas fomos dos mais felizes, sim, mais felizes, pois artistas todos foram. Todavia floresceu e cresceu o nosso orgulho nacional, malgrado tamanha pequenez territorial. Afinal até somos um povo disseminado mundo fora e assim sendo a nossa pequenez fica disfarçada com tamanha diluição, neste planeta cada vez mais globalizado.

Basta de bola... mas bolas!, então os nossos artistas não teriam direito à tal isençãozita, permita-se o diminutivo, nos cinquenta mil euros de prémio?!... Disse bem, PRÉMIO, apesar de tudo cheirar a gratuitidade e até gratidão dum povo, bom pagador, que na sua generalidade jamais ganhará esse valor em quatro anos, enquanto alguns desses artistas daqui a outros quatro anos poderão repetir ou ultrapassar essa quantia.
Acho muito bem que não fiquem isentos do IRS desse chorudo prémio, porque eu, como médico na minha arte de salvação, ressuscitação e cura de muitos doentes nunca recebi, nem ninguém recebeu noutras lides mais ou menos artísticas, e causas humanitárias, sem fins de lazer e/ou espectáculo.
Gosto muito da bola, admiro a arte futebolística dos bons e exímios artistas, mas por amor de Deus, se assim podemos falar, que mais faz um jogador pela sua Pátria que um simples mas bom profissional doutras artes, quiçá mais cansativas e desgastantes? Não enaltecerão, também eles, a sua PÁTRIA, mundo fora, e já não falo por mim nem pelos meus pares que num ápice temos que salvar uma vida numa emergência. Mas todos, repito TODOS os bons operários deste pequeno e miserável país, com défice crescente e economia delapidada, seriam dignos de prémios chorudos que jamais receberão. O país não se poderá dar ao luxo de apenas proteger os grandes e os “bons ganhantes” de dinheiro, sejam eles quem forem. Creio bem que os jogadores da selecção e todos os seus admiradores saberão compreender este facto e até se tornarão mais heróis e patriotas se contribuírem para os cofres do país onde cada vez é mais difícil sobreviver.

Não queria, nesta altura, deixar de aludir aos senhores da guerra que recomeçaram as diatribes e institucionalizaram a violência no já tão penalizado Médio-Oriente. O excessivo orgulho sionista jamais conseguirá pacificar uma vasta zona que se encontra envolta numa trama de religiosidade islâmica fundamentalista. Sem preconceitos bilaterais, uns abusam do excessivo potencial bélico, não olhando a meios nem respeitando os já tão sacrificados e miseráveis habitantes daquela vasta área, e outros teimam em fazer a imposição da sua doentia e deturpada religiosidade, como se deuses houvesse que proclamassem a destruição do Homem. A loucura impera no solo outrora pisado por profetas de ambos, mas a que nenhum deles concede ouvidos nem presta a devida veneração. É a loucura institucionalizada, e já nem Israel ou os Estados Unidos respeitam qualquer proposta da ONU, quanto mais os terroristas islâmicos que vêem naqueles um exemplo de desobediência internacional. Não antevejo, nesta fase de recrudescimento da violência, um final feliz e capaz de permitir convivência entre aqueles povos, pois as acendalhas foram ateadas com a invasão do Iraque e serão perpetuadas por ódios milenares que tresandam a “
Cruzadas” e “Jihad Islâmica”.

terça-feira, julho 04, 2006

Ainda falando de futebol...ora bolas!

Pequenos e com o ventre tangencial à orla atlântica, os lusitanos, talvez de tanta água meterem no seu quotidiano, acabaram por afogar a inépcia dos ingleses.
Foi um autêntico "smog" que barrou a visão dos anglo-rematadores, deixando o tão contestado Ricardo (que pensará agora Pinto da Costa? e Baía?) com limpidez de olhar e sentido de orientação mais liberto e intuitivo. Não foram as mãos de Deus nem o manto da Senhora do Caravaggio que seguraram a impetuosidade dos "mísseis", mas até algo de divinal poderia ter "besuntado" as luvas do guarda-redes...se tamanha "besteira" se poderá desbocar.
O facto é que a "arraia-miúda", que encosta o ventre ao Atlântico, fez escorregar nas lodosas verduras dos relvados a altivez e sobranceria de muita gente de pouca fé e muita outra de grandiosas esperanças. Fatalidades sopradas por "velhos do Restelo", e vogando nas eólicas emanações das lusitanas praias ocidentais. Não só fatalidades, mesmo que do destino falemos, pois a desgraça alheia deixou-nos com o ventre recostado às euforias da "lusitaniedade", malgrado a agressividade e aleivosia "hooliganesca".
Que ventos soprarão hoje e amanhã, enquanto preces e promessas, figas e macumbas se forem libertando de milhares de desejos auspiciosos? Que nossa Senhora do Caravaggio inspire o Felipão, mas mais ainda proteja e ajude os seus pupilos.
Agora e sempre FORÇA PORTUGAL