terça-feira, março 14, 2006

OPAS...e um ano de Governo


Hoje apetece-me divagar um pouco sobre as mais recentes peripécias decorridas por aí.
Aqui, neste rectângulo de gente patriota todos esperam que as OPAS sejam o mais possível de abrangência nacional. Belmiro é bem visto, tal como o Grupo Millenium BCP, cada um na sua proveitosa e possível oferta.
Duvido contudo destes patrioteiros que vivem de interesses económicos e financeiros que os enriqueçam ainda mais, e creio até que venderiam a alma a Belzebu se tal lhes fosse também proveitoso.
Não esquecer que houve, ainda há bem pouco tempo, um desses “fidalgos”, que ameaçou o Governo de deslocalizar para o estrangeiro todo o seu “rico negócio” se não existissem determinadas e favoráveis contrapartidas... sem dúvida um longo e dedicado amor ao seu rincão! Grande patriotismo!
Isto das OPAS, é giro, e até me traz à memória o tempo em que vestindo opas verdadeiras para acompanhar funerais e cerimónias religiosas, quando era um fedelho, me induz pensamentos cerimoniais e de morte de empresas públicas que poderiam ser de grande interesse económico para o País, se fossem bem e “desinteresseiramente” dirigidas (até pelos mesmos gestores, ligados aos partidos preferenciais). Continua-se a aceitar ofertas desajustadas, de grupos económicos que cresceram vertiginosamente à custa de “fundos perdidos”, dados de mão beijada, por políticos hoje na ribalta, e assiste-se impavidamente à destruição da riqueza que é de todos nós e que tenderá, assim, a ser distribuída pelos menos necessitados e até exploradores dos que mais labutam e constroem um tesouro nacional.
O Governo completou um ano, e tudo parece correr rumo ao desenvolvimento tecnológico e económico previsto, embora o tempo exija mais quatro anos que, em boa justiça, lhe caberá cumprir. A oposição, praticamente engalinhada (será da gripe das aves?), critica, berra, tresanda de enfado, mas... apenas por aí se fica, e nada aponta como rumo, não fosse a gente saber que lá estiveram a maior parte do tempo pós 25 de Abril, e nada, mesmo nada, fizeram, que se visse, em prol de um País em saque progressivo e gastos estouvados dos dinheiros próprios e vindos da UE... todos sabemos, mas esquecemos tal facto. O povo é algo masoquista e iliterato, mas não será BURRO. Só não vê quem não quer ver, todavia é bom que se retirem muitos entrolhos que por aí proliferam em belíssima gente, alguma julgada de maior fineza...
Uma coisa é certa: Sócrates teve os “ditos” in situ e acabou por cortar muitas mordomias, mas acho que não as que deveria, essencialmente à classe política, gestores impados e certos lobbies profissionais e económicos. Os grandiosos dispêndios e desperdícios de dinheiros públicos continuam a ser os da classe política e gestores, ninguém tem dúvidas. A maioria desse gastos deveria ser racionalizado e contido, pois não necessitamos, como País pequeno e pobre, de mostrar tanta opulência, que agrava o défice público. Os pobres dos funcionários públicos todos juntos gastam menos que os gestores e políticos que são uma pequena amostra populacional se comparados com os primeiros. Isto é que está mal, mal mal, senhor Engº Sócrates. Veja lá se abre os olhos e volta a mexer nos “ditos”. Espero que nos próximos quatro anos não se divirta a bater apenas nos mais desgraçados, pois a côdea que os nutre é demasiado pequena quando comparada com a enorme fatia de miolo suculento que os ricos, ostensivamente vão consumindo, com ar desafiador de quem quer, pode e manda. Todos comemos, vestimos e temos gostos que deveriam ser satisfeitos de igual forma... haja um sentimento de justiça e medidas ajustadas nesse sentido. Só assim, a riqueza poderá ser criada e repartida com equidade e maior justiça.

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