terça-feira, abril 15, 2008

O "Sr Silva" na Shrecklândia


A chegada do "Sr Silva" ao jardim da Madeira, não foi acompanhado das regas habituais porque a pouca humidade não favoreceu a molha. A secura do jardim já vinha de longas secas, eivadas de um odor etilizado, rasando a quinta essência daquelas deletérias misturas insulares. O imperador do quintal, andava indisposto, arrotando asneiras e impropérios, de latrina em latrina, devido à ingestão de tanto poder e vaidade, dejectando, de quando em vez, o excesso dos seus desvios e atropelos.

O "Sr Silva" limitou-se a comemorar os cinco séculos de fruticultura naquele recanto jardinado, impávido no seu papel de alheamento aos bichos do quintal e até aos da madeira, apesar de alguns destes serem autênticos bichos-carpinteiros. Só que muitas vezes "malham" nos seus próprios costados e as dores vêm mais tarde.

O resto da bicharada até adorou o visitante, mas "noblesse oblige" a manter um certo distanciamento, não vá o imperador arrotar mais que o habitual e a latrina transbordar de nauseabundo fedor.

Recentemente, num autêntico velório à distância de três anos, apontaram um sucessor do Shreckiano imperador, mas não chamaram os bois pelo nome, tudo ficando em fatias de desilusão... mas adoraram o estilo e a orgia de poder.
Apesar de estiloso, o imperador tem sido agraciado, pelas suas desgraças e graças de saltimbanco, desde os catedráticos deputados aos mais despudorados e desavergonhados seguidistas. Mas, atenção, não necessita de seguranças, pois o povo, habituado a ser zurzido, não mexe um palito contra a náusea.
Vamos caminhando e vendo como a loucura se vai sedimentando, sem que a ínsula se afunde de tanto alarde e vergonha... mas sempre ajardinada até à medula, àvida de rápido e eficiente transplante. Claro que para tal medular transplante seria necessário, de acordo com o "Sr Silva", recorrer aos dinheiros do Totta.

terça-feira, abril 08, 2008

Ignomínia...na era antes-Patrícia... e pós-Patrícia






Antigamente a metodologia utilizada na indisciplina escolar, essencialmente dentro da sala de aula, era algo de intimidante, mas os professores não tinham medo, porque tinham o aval dos pais e das direcções das instituições, além de haver mais respeito de ambos os lados - docentes e educandos.

Hoje os pais, face à carestia de crianças por casal, tratam o "bijou" como se de um tesouro intocável se tratasse, e não permitem a menor repreensão e, muito menos, uma ligeira beliscadura no seu brinquedo vivo. Não podemos censurá-los pelo amor e apego, mas os exageros tornam-se nefastos e prejudiciais ao sadio desenvolvimento da criança. Além de envolverem a criança num cendal de mimo prejudicial ao seu "crescimento" social e da personalidade, cobrem-nos de mil objectos que são um autêntico sufoco da criança e um armamentário para se criar um mau ambiente nos locais de trabalho de aprendizagem e educação. Para além desses brinquedos caros, desadaptados ao local e sofisticados, os mesmos passam a "armas de arremesso" contra colegas e professores, com toda a impavidez e dislate dos queridos progenitores que apenas se desdobram em cicios de "ai, o meu menino não podia ter feito uma coisa dessas... é porque foi provocado!"

Com ou sem provocações, com ou sem discursos, o professor tem a missão de disciplinar e exigir normas de bom comportamento na sala de aula. Há regulamentos internos que apenas se limitam aos bafientos armários e gavetas das salas e gabinetes... ninguém dá cumprimentos às boas regras, e se alguém o faz, transforma-se num "bota de elástico", mais papista que o papa. Todavia, os problemas vão-se acumulando e já não são apenas da "era pós-Patrícia & C.ª", pois na "era antes-Patrícia & C.ª" já muitos distúrbios eram declarados, mas ficavam-se pelas poeirentas gavetas dos conselhos executivos. Lamentável que um evento gravado por um jovem, que apesar de indisciplinado foi corajoso, viesse, no YouTube, dar uma machadada na sonolência com que se mastigava a indisciplina nas salas de aula. Abençoado jovem o da gravação e lançamento do vídeo na "net", pois conseguiu acordar os ilustres iluminados da Educação deste miserável país de bananas (em lato sentido).

Ficámos todos a saber que a ignomínia escolar e educativa passou a reger-se por duas eras: antes e depois de Patrícia ( a menina que tinha um brinquedo que não desempenhava as suas verdadeiras funções, quer no tempo quer no lugar).


E assim vai progredindo um país, em que o mais importante é denegrir e aviltar os docentes, não importando que qualquer dia em vez de um telemóvel, uma arma daquelas que a ministra Rodrigues dizia ter conhecimento (140 participações, na era antes de Patrícia!...) seja usada sem qualquer pejo ou educação. Pena que o feitiço não se vire contra o feiticeiro...